Lei de Ação e Reação: Sempre que uma partícula, 1, estiver exercendo uma força sobre uma outra partícula, 2, esta outra estará, reciprocamente, exercendo também uma força sobre a partícula 1, a tais forças serão sempre colineares, de módulos iguais a sentidos opostos.
Com dois ímãs, dois carrinhos de brinquedo ligados a um pedaço de barbante se pode verificar experimentalmente a validade da 3a lei de Newton, da forma relativamente muito simples a convincente ilustrada a descrita nas figuras 1 e 2.
Fig. 1:

Fig. 1 - Prende-se dois ímãs a dois carrinhos e a seguir coloca-se os dois carrinhos sobre uma superfície plana a horizontal a de uma forma tal que os pólos norte dos dois ímãs fiquem voltados um para o outro. Largando-se a seguir os dois carrinhos observa-se que eles passam a se mover, com movimentos acelerados, afastando-se um do outro. Tal fato ocorre porque o ímã 1 exerce sobre o ímã 2 uma força , enquanto que o ímã 2 exerce também uma outra força sobre o ímã 1, tais forças tendo sentidos opostos.
.
Fig. 2:
Fig. 2 - Com um pedaço de barbante liga-se um carrinho ao outro e a seguir coloca-se os dois carrinhos (com os imãs presos a eles, como no caso dá fig.1) sobre uma superfície plana a horizontal. Largando-se os dois carrinhos observa-se que eles ficam em repouso.Conseqüentemente tem-se que |f12|=|f11|, pois que se fosse |f12|¹|f11|, o sistema constituído pelos carrinhos e imãs não ficaria em repouso, de acordo com a 1ª e a 2ª leis de Newton.
Das três leis de Newton a 3ª é a que oferece menores dificuldades de
verificação experimental. Em compensação é precisamente essa 3a lei que mais confusões tem trazido ao aluno da escola secundária, a isto pelo fato de ser comum, a título de simplificar a apresentação da Mecânica nos cursos elementares, dizer-se que a 3a lei de Newton afirma que a toda ação corresponde uma reação igual a contrária. Esta forma de enunciar a 3a Lei de Newton não é apenas incorreta pelo fato de ser ambígua, mas também por ser conceitualmente errônea.É fundamental que se enuncie a 3ª lei de Newton da forma segundo a qual nós a apresentamos anteriormente, isto é, dizendo-se, explicitamente: quando uma partícula 1 estiver exercendo uma força f12 sobre uma outra partícula, 2, esta, reciprocamente, estará também exercendo uma força f21 sobre a partícula 1, a tais forças são colineares, de módulos iguais a sentidos opostos. É fundamental chamar a atenção para o fato de que as forças de ação a reação, f12, não são apenas tais que f12 =f21, mas também que atuam em partículas distintas (a f12 é a força que a partícula 1 exerce sobre a partícula 2, e, portanto, atua sobre a partícula 2, enquanto que f21 é a força que a partícula 2 exerce sobre a partícula 1, e, portanto, atua sobre a partícula 1).
O enunciado newtoniano,realçando este fato, evita automaticamente que se incorra no erro (tão difundido) consubstanciado no raciocínio seguinte: suponhamos que uma pessoa, para empurrar um automóvel que está em repouso, exerça sobre ele uma certa força , f . Ora, de acordo com a 3ª lei de Newton, que diz que a toda ação corresponde uma reação igual acontrária, aparecerá uma reação, f* = -f . Conseqüentemente será sempre nula a soma das forças que atuam sobre o automóvel, e, portanto, de acordo com a 1ª lei de Newton, ele continuará em repouso.